terça-feira, 18 de novembro de 2008

Primeiras Imagens do Windows 7

Nome de Código Windows 7, é o novo sistema operativo da Microsoft que irá substituir o pouco utilizado Vista.

Estes são os primeiros “screenshots” que apareceram na Internet.

Gentileza da ZDNet Tech newsletter.

 

As diferenças maiores – como sempre – ocorrem ao nível subterrâneo (segurança). O interface gráfico é o do Vista com as melhorias que aparecem na imagem.

A evolução desde o Windows XP é notável.

 

 

 

Human!

Boas vindas ao novo projecto “HUMAN” do meu amigo António Venda.

É um projecto integrado – portal e revista mensal – que, pela qualidade dos intervenientes tem todas as condições para ser uma pedrada no charco na área da edição de revista temáticas em Portugal.

Votos de grande sucesso.

Ficamos à espera, com ansiedade, do primeiro número da revista já em Janeiro.

O Portal pode ser acedido em www.human.pt

 

 

 

 

terça-feira, 4 de novembro de 2008

PREC

Chegado de Angola no Sábado, eis que sou surpreendido pela primeira grande medida do novo PREC – Processo Recessivo Em Curso: a nacionalização do BPN.

Mas porque não a nacionalização da SLN detentora do capital do Banco? Para não afectar os accionistas? Ou o Estado nacionaliza somente para proteger os depósitos da Segurança Social e o recente empréstimo da CGD?

Os accionistas do BPN vão sair chamuscados de todo este processo, ou, mais uma vez, vamos assistir, em nome do interesse nacional e da tranquilidade dos mercados, a um silencio ensurdecedor?

Aceitam-se apostas para a segunda medida do PREC!

 

Será a nacionalização de outro Banco ou de uma Seguradora?

 

Os próximos dias são decisivos!!!

 

 

sábado, 25 de outubro de 2008

Um novo Livro

Uma abordagem diferente sobre a Gestão de Recursos Humanos actual! Edição de autor, contém Glossários de Competências, Gestão, Qualidade e Sistemas de Informação.

 

O Prefácio:

 

Este Manual Prático da Nova Gestão de Recursos Humanos – NGRH, é um guia para a compreensão dos fenómenos que nos dias de hoje afectam a Gestão de Pessoas nas empresas e organizações. Vivemos uma época de complexidade onde múltiplas variáveis mudam com grande rapidez levando consigo as velhas receitas e os velhos paradigmas.

Os gestores, os técnicos de recursos humanos, as chefias hierárquicas, encontram-se numa encruzilhada. Querem gerir bem as pessoas com quem trabalham mas faltam referenciais técnicos e modelos adequados.

E os modelos do passado não servem a realidade actual.

Nova Gestão de Recursos Humanos – NGRH, é um conceito paradoxal, pois, aos novos paradigmas de análise acrescenta as ferramentas técnicas necessárias para a implementação de sistemas de gestão de recursos humanos modernos e apropriados aos novos desafios dos mercados e dos negócios.

Esta edição de autor – a primeira sobre esta temática – destina-se sobretudo a apoiar acções de formação sobre a matéria, preenchendo uma lacuna desde à muito sentida por todos aqueles que se dedicam com paixão ao ensino da gestão dos recursos humanos.”

 

Disponível através de pedidos por email.

Boa leitura!

 

 

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Orçamento Geral do Estado 2009

Aí está!

Apesar de tudo, não se pode considerar um orçamento eleitoralista. Parabéns a quem resistiu à tentação!

Aspectos mais salientes: crescimento do PIB (embora tímido), crescimento de verbas para a Segurança Social (apoiar os desempregados que aí estão e que aí vêm), continuação da aposta nas obras públicas ( esta estratégia do betão deu maus resultados no passado e está a criar graves problemas em Espanha).

Não altera nada em termos de política económica, nomeadamente no que respeita à inflexão da política de distribuições de rendimentos. OS rendimentos do trabalho não podem continuar a perder terreno a favor dos rendimentos de capital.

Segundo a OCDE Portugal já é o país mais desigual da Europa na distribuição da riqueza! Devemos pensar nisto seriamente.

Não é com o aumento de apoios sociais e de prestações da Segurança Social que lá vamos.

É mesmo necessário alterar a política de distribuição de rendimentos.

2,9% para a Administração Pública – com o mais que provável arrastamento ao sector privado – é uma passo muito tímido.

E as isenções fiscais para a banca? Vão continuar?

A actual crise financeira já se está a transformar numa séria crise económica. E é a crise económica que afecta todos!

 

Vamos ver o que acontece nas próximas semanas!!!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Artigo publicado no Semanário "O Diabo"

O que espera do
OE/2009?
LUÍS BENTO — Espero que seja um
Orçamento de rigor. Apesar de ser um Orçamento
para o último ano da legislatura
impõe-se que assim seja. Deverá ser um
Orçamento de consolidação do esforço
de redução da despesa pública, de consolidação
do défice e, simultaneamente,
um Orçamento que, tendo em atenção a
conjuntura macroeconómica em que vai
ser apresentado, deverá conter medidas
de carácter social imprescindíveis para
aliviar as consequências da recessão
nos planos do emprego e do orçamento
das famílias mais desfavorecidas. Não
creio que o Governo cometa o dislate
de sucumbir ao desejo de votos. Apesar
de todas as críticas que emergem de
todos os quadrantes, este Governo já
demonstrou que não é fácil cair nessa
tentação. Todavia, o desafogo relativo
que se vive na Segurança Social pode
trazer algumas surpresas.
Só quatro ministérios — Administração
Interna, Saúde, Justiça e Segurança
Social — vão ter mais dinheiro
para gastar no Orçamento. Justifica-se
estes limites nestas áreas?
Sem dúvida. São os sectores mais
expostos à actual pressão social e aqueles
em que mais se justifica um acréscimo de
verbas. Não devemos esperar, todavia,
com excepção para a área da Segurança
Social já referida atrás, grandes acréscimos.
Importa lembrar que, os sectores
referidos, têm sido sujeitos a reorganizações
profundas – ainda não concluídas
– que, caso sejam interrompidas, provocarão
um retrocesso incontrolável. Acho
que o eventual decréscimo na redução
do défice provocado por estes aumentos,
é amplamente justificado.
Qual é a forma que o Governo tem
de contornar a quebra na receita?
A receita irá cair devido à recessão
económica — já chega de lhe chamar crise
— e à consequente diminuição na criação
de riqueza. Mas pode crescer através da
melhoria da eficiência fiscal onde ainda
existe uma larga margem de progressão.
Se a eficiência fiscal continuar a aumentar
irá provocar um acréscimo de receitas
que contrabalançará o decréscimo global
provocado pela diminuição da actividade
económica. Uma outra fonte de receita é
o aumento da dívida pública, pois ainda
existe uma margem muito razoável para a
fazer crescer caso exista liquidez suficiente
nos mercados internacionais. A actual
conjuntura pode justificar um crescimento
do endividamento do Estado para fazer
face, nomeadamente, aos custos sociais
— subsídios de desemprego, custos de
reestruturação, ajudas às famílias e às
micro-empresas.
O aumento dos impostos seria
uma dessas vias. Acha provável isso
acontecer, tendo em conta que as
eleições estão cada vez mais próximas,
ou podemos esperar o contrário, uma
redução da carga fiscal?
Não se justifica em Portugal qualquer
acréscimo da carga fiscal, pois esta já
atingiu patamares-limite. Justificar-se-ão
acertos nalguns impostos — principalmente
no sector financeiro da economia
— mas nunca nos impostos mais
importantes, IRS, IVA e IRC. Penso
que o Governo optará antes por propor
uma reengenharia nalguns escalões dos
diferentes impostos, adequando-os às
novas formas de tributação. Numa óptica
meramente económica, justificar-se-ia
uma baixa generalizada dos impostos
directos. Todavia, a óptica financeira,
desaconselha vivamente tal medida. E,
neste momento tão sensível, acho que a
óptica financeira prevalecerá.
Até que ponto o Governo não
cairá na tentação de elaborar um OE
eleitoralista?
Apesar de todas as críticas, desacertos
e explicações por vezes esfarrapadas
de algumas medidas, deverá ser feita
justiça a este Governo. Talvez seja o governo
da III República que mais resistiu, no
plano orçamental, a transformar benesses
em votos. Penso que irá continuar nesse
caminho pois, em ano de eleições, não vai
querer estragar uma imagem e uma prática
que tanta incompreensão tem gerado.
Acho que o Primeiro-Ministro não deixará
que os «lobbies» do aparelho partidário
ditem a política orçamental do Governo.
Se assim for, todos ganharemos.
A.C.
Blogged with the Flock Browser

Orçamento do Estado

Foi conhecido ontem – em linhas gerais - o orçamento do Estado para 2009.

No artigo seguinte podem ver os meus comentários antecipados e premonitórios – ou talvez não.

sábado, 27 de setembro de 2008

USA apoiam especuladores financeiros

O congresso norte-americano vai apoiar o sector financeiro em crise. Caso os apoio anunciados sejam libertados - cerca de 700 biliões de dólares - a dívida externa americana que já é a maior do mundo, vai crescer 14%.
Ou seja, vão ser os cidadãos americanos afectados pela crise que vão pagar o apoio aos especuladores.
Mais uma vez o "crime" compensa.

Será que os EUA ainda não entenderam a necessidade de se refundar o capitalismo e definir novas regras que impossibilitem a formação de activos financeiros que não assentem em valor real?

O que vai fazer a Europa? Emprestar dinheiro aos EUA?

Os próximos dias vão trazer-nos grandes surpresas!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

À Procura do Infinitamente Pequeno

A experiência que começou hoje a decorrer no CERN, em Genéve, tenta recriar as condições que ocorreram imediatamente a seguir ao BigBang.

Procuram-se novas partículas de matéria que já existem na teoria mas que nunca foram detectadas.

É a busca de respostas.

Vamos ver o que acontece. Provavelmente, mais dúvidas surgirão.

 

Luís Bento

Director-Geral

Rua Cidade de Cádis, 9 – 1º. Esq.            

1500-156 LISBOA

Tel: (+351) 217931710     Fax: (+351) 217931710

Móvel: (+351) 965072270

   neoclip.gest@sapo.pt

 

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Petição a favor do rastreio do cancro do útero

Assinem a petição  www.cervicalcancerpetition.eu para que o cancro do colo do útero venha a ser discutido no parlamento europeu, de modo a que os rastreios sejam uma realidade em todos os países, nomeadamente em Portugal, onde só existe na região centro.

É uma questão de cidadania.

 

 

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

FIM!

Às 17 horas de ontem, o coração parou.

Desistiu.

O sofrimento terminou!

 

 

sábado, 30 de agosto de 2008

FLOCK - o browser da Web 2.0

Já está disponível para download o novo Browser “FLOCK”, que contém uma versão “verde”, ou seja, onde se podem encontrar todas as informações relativas à protecção ambiental. É um browser muito rápido, seguro e que arruma a informação de forma atractiva.

Já se encontram no FLOCK muitas das inovações que a Microsoft pretende apresentar no IE8.0.

Uma semana de testes aconselham uma mudança total e definitiva.

Pode fazer o download aqui www.flock.com

Gostaria que deixassem os v/ comentários relativos à experiência de utilização.

 

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Esperança e Coragem

Têm sido dias e dias de espera, de ansiedade.

Más notícias e boas notícias entrelaçam-se, todos os dias, cada dia.

O sofrimento é permanente.

Uns, tentam trazê-los à vida, outros, aguardam que a vida se lembre deles.

São assim os dias no SMI – Serviço de Medicina Intensiva do HSM-Hospital de Santa Maria.

Um acidente estúpido provocou um coma, uma perfuração intestinal provocou uma septicemia, um AVC muito forte obriga a coma induzido, um acidente de trabalho provoca lesões brutais na coluna, um mergulho na praia paralisa o corpo, um atropelamento por um condutor alcoolizado provoca um traumatismo craniano e múltiplas lesões torácicas.

Os familiares pedem notícias, e esperam por notícias boas, ou definitivas, sem amanhã.

Médicos, Enfermeiras e Enfermeiros, Auxiliares de Acção Médica, Pessoal Administrativo, lidam com as famílias de forma exemplar, humana.

Tentam fazer milagres através da tecnologia e do conhecimento, mas não se esquecem do espírito, da vida para além da dor.

Conheci a Filha Coragem, a Mãe que não desiste, o Pai que já não acredita, os filhos que desistiram, as famílias desavindas, o choro, a indignação, a negação e a dor. Não uma dor qualquer, física, mas a dor profunda que rasga as entranhas.

Têm sido assim os dias do meu Agosto. Têm sido assim os dias de muitas famílias.

Com Esperança e com Coragem!

Que não lhes falte a força!

 

 

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Multiculturalidade...ou ausência dela!

"A notícia vem hoje nas páginas do Diário de Notícias e dá conta do mal-estar entre Glória Monteiro, funcionária da Junta de freguesia de Benfica e o presidente, Domingues Alves Pires. De acordo com o jornal, a funcionária foi proibida pelo presidente de falar crioulo no serviço, já "desestabiliza o ambiente de trabalho utilizar um idioma que os outros não entendem."
O presidente justifica-se, dizendo que se trata de " uma situação que tem gerado desconfiança entre os outros colegas que julgam estar a ser alvo de má língua", e esclarecendo ter recebido queixas de cinco funcionários. A discórdia, que começou em finais de Abril, culminou há poucas semanas com a suspensão de Glória Monteiro por um período de 30 dias.
Mas as acusações não se ficam por aqui. Glória Monteiro acusa o Presidente da Junta de racista e de lhe ter chamado "preta" e "golpista", durante uma discussão sobre marcação de férias e Alves Pires, que nega tudo, instaurou-lhe um processo disciplinar.
Estalada a guerra entre funcionária e presidente, na tarde de ontem Glória Monteiro estacionou o seu carro coberto de cartazes frente às instalações da junta para contar a sua história a todos que se juntaram à manifestação apoiada pelo Bloco de Esquerda.
A funcionária conta que há 20 anos trabalha no pelouro da Cultura e nunca lhe tinham impedido de falar em crioulo com a sua irmã, que também pertence aos quadros da junta. O autarca garante que não foi uma proibição, mas apenas "um conselho". Edmundo Carvalho, jardineiro há 25 anos na autarquia, diz não ter "nada a ver" com a história, mas esclarece que já ouviu o presidente a dizer com todas as letras: "Aqui não se pode falar em crioulo", contou o funcionário, reproduzindo as palavras do autarca.
" (transcrito do Portal SAPO com a devida vénia)

Fala-se de gestão multicultural, de gestão da Diversidade, da riqueza das culturas diversas e depois estraga-se tudo. É a desconfiança, o medo, o desconhecimento.
Porque é que o Sr. Presidente da Junta ("eu sou o presidente da junta") não começa a frequentar umas aulas de crioulo de Cabo Verde e ao mesmo tempo aprende a ouvir Mornas e Coladeras?
Este pequeno episódio demonstra o que ainda existe de errado em Portugal relativamente à multiculturalidade. Gerir a Diversidade é preciso!!!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Instantâneos do País Real - II

Um candeeiro com pouso para gaivotas ou uma gaivota que se apropriou do
candeeiro?
Não interessa muito responder à questão mas esta assimiliação da
tecnologia por parte dos animais deve levar-nos a reflectir!

Instantâneos do País real - I

Criatividade sem limites. Este sinal de proibição encontra-se junto à
Marina de Portimão.
Pelo design parece já uma criação do ALLGARVE.
É o país real!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Um fim de tarde na Praia da Rocha!

Quando os queremos ver ainda existem momentos assim. As cores, as
formas, a harmonia, tudo se conjuga para proporcionar prazer aos
sentidos. O entardecer, por vezes, é um momento mágico!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

O Pedro Guerreiro sempre actual...

A primeira página do Jornal de Negócios de hoje, além de demonstrar a qualidade jornalística do Pedro Guerreiro - e da sua equipa - levanta questões importantíssimas sobre as quais vale a pena reflectir. Nuclear, sim ou não? Tema da sondagem da semana aqui ao lado. Que modelo de Aposentações e Reformas, ou as expectativas traídas! Os negócios das grandes empresas - que cada vez lucram mais com a crise e um símbolo que assusta muita gente.
Uma página de excelência, do melhor que se faz na Europa e no Mundo.
Parabéns Pedro
.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Outra vez Carlos Queirós? Ou um "novo" Carlos Queirós?

As primeiras declarações do "novo" Selecionador Nacional de Futebol não
paraecem augurar nada de bom. Não ficámos a saber se é o "velho" Carlos
Queirós que regressa - aquele que nunca ganhou nada em seniores
atribuindo sempre as culpas aos outros - ou um "novo" Carlos Queirós,
decidido a mostrar que também a lidar com adultos pode alcançar o sucesso.
Também nada ficámos a saber sobre aquilo a que se compromete -
objectivos, títulos.
Parece, de novo, o funcionário para-público a falar.
Atendendo ao seu passado nas camadas jovens, à sua experiência de 14
anos fora de Portugal e ao seu passado recente no Manchester United,
devemos dar-lhe o benefício da dúvida. Eu dou.

terça-feira, 15 de julho de 2008

65% dos Pobres não tem Emprego- ou como os mesmos dados têm leitura diversa!

“Trinta e cinco por cento dos portugueses que vivem numa situação de pobreza têm um emprego, segundo o estudo "Um Olhar Sobre a Pobreza - Vulnerabilidade e Exclusão Social no Portugal Contemporâneo" entregue hoje pelo presidente do Conselho Económico e Social ao Presidente da República.

"Trinta e cinco por cento dos pobres são pessoas que trabalham", afirmou Alfredo Bruto da Costa, em declarações aos jornalistas no final de uma audiência com Cavaco Silva, no Palácio de Belém.

Para Bruto da Costa, que coordenou o estudo sobre a pobreza em Portugal divulgado no início do mês, "o problema não é aquilo que se faz" para resolver este problema, mas "o que não se faz", considerando que as políticas desenvolvidas pelo Governo para combater a pobreza são eficazes.

Ainda sobre o estudo, o presidente do Conselho Económico e Social sublinhou que este não apresenta receitas para a acabar com pobreza, debatendo antes "o que não resolve" o problema para não desperdiçar recursos. "Aponta pistas porque identifica os problemas estruturais", referiu, assinalando a diferença entre os aspectos estruturais e os conjunturais que estão na origem da pobreza. Como aspectos conjunturais, Bruto da Costa apontou o aumento dos preços. "Mas, há causas mais profundas, que já existiam", acrescentou.

Questionado sobre se considera que o Estado é "conivente" com a pobreza, o presidente do Conselho Económico e Social considerou que "o grande conivente para com a pobreza é a sociedade". "Cada um participa nessa conivência à sua maneira", sublinhou, considerando que as medidas que o Estado pode tomar para fazer face a situações de emergência são "medidas de redistribuição".

Sem querer fazer qualquer análise da situação actual por não a ter ainda estudado suficientemente, Bruto da Costa deixou um apelo à sociedade para que tenha consciência do sentido dos limites. "O apelo que faço é para que a sociedade tenha mais acentuadamente o sentido dos limites. Os recursos não podem ser ilimitados e as famílias têm de ter noção do limite dos recursos. A isso chama-se solidariedade", afirmou.

 

“jornal Público”, secção Última Hora. Hoje